English
Español


Sem categoria Prevenção às doenças sexualmente transmissíveis

0 Comments

Arriscar a sorte pode ser emocionante num cassino em Las Vegas, mas não na cama. É chato ter de lembrar disso na hora H, mas muitas das doenças sexualmente transmissíveis, as DST’s, evoluem em silêncio. Portanto, não tem jeito: conhecer quais são, como agem e usar preservativo, é a maneira eficaz de se defender.

HERPES: É uma das DST’s mais disseminadas no Brasil. Transmitida por vírus, caracteriza-se pelo surgimento de bolhinhas nos lábios e lesões dolorosas no pênis. É para toda a vida: as feridas voltam sempre que cai a resistência do organismo.

É bom saber: 90% da população brasileira tem o vírus, mas só 40% dos portadores manifestam o problema. Ou seja, a pessoa contaminada pode não apresentar sintomas e mesmo assim ser transmissora. Outro fato relevante: a camisinha não oferece proteção total contra o herpes. “Pode-se pegar pelo contato das lesões com a pele não coberta pelo látex”, alerta Valdir Pinto, do Programa Nacional de DST’s e Aids do Ministério da Saúde.

GONORRÉIA: Transmitida por bactéria, é outro problema bem comum no Brasil, onde afeta mais as mulheres na faixa dos 20 anos. Os homens sentem, inicialmente, um leve formigamento na uretra, mas ela começa a incomodar de verdade quando surge um intenso ardor ao urinar e uma secreção amarelada que mancha a cueca (sunga). A gonorréia não tratada pode evoluir para a epididimite – uma doença dolorosa dos testículos – e causar infertilidade.

É bom saber: Dois a três dias depois de se manifestar, os sintomas da gonorréia podem desaparecer. Aí mora o perigo: “O cara acha que está curado, não procura o médico e se complica no futuro”, diz Valdir Pinto.

HPV – PAPILOMAVÍRUS HUMANO: Neste caso, os homens têm mais sorte do que as mulheres, pois o sintomas são mais visíveis. Nos homens, as verrugas se manifestam explicitamente na região genital; enquanto nas mulheres, podem avançar pelos genitais até o colo do útero. É por isso que a maioria das mulheres que portam um dos inúmeros tipos desse vírus (grandes causadores do câncer do colo do útero) não tem a mínima idéia de sua contaminação.

É bom saber: O vírus pode ser transmitido por sexo oral. Se um dos parceiros for infectado, ambos precisam de tratamento.

CLAMÍDIA: Uma leve dor na uretra e a presença de secreção na cueca(sunga) são avisos da contaminação pela bactéria Chlamydia trachomatis. “Não é um problema grave, mas no homem, se não for detectado e tratado, pode causar infertilidade”, afirma Valdir Pinto.

É bom saber: 75% da população feminina (e metade da masculina) com clamídia não apresenta sintomas e nunca procura tratamento.

SÍFILIS: Até a descoberta da penicilina, nos anos 40, a simples menção à doença (então fatal) provocava calafrios. Causada por bactéria, sua fase inicial é assinalada pela presença de uma única lesão genital, avermelhada e de bordas duras – nem sempre dolorida – conhecida como cancro duro. Se não for medicada a tempo, evolui para problemas cardíacos, hepáticos e neurológicos.

É bom saber: O cancro duro é facilmente percebido no homem, mas na mulher pode se esconder na parte interna da vagina. “No prazo de uma semana, a ferida costuma desaparecer, levando a pessoa a crer que está curada, mas a doença continua ativa no organismo”, explica a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade, em São Paulo.

AIDS (SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA): O Brasil tem 600 mil portadores do vírus HIV, e estima-se que 380 mil homens e mulheres se encontram nos primeiros estágios da doença. “Portanto, muita gente a transmite sem saber”, lembra o médico Valdir Pinto. Os primeiros sintomas do mal, que leva à progressiva perda da imunidade, podem surgir num prazo de semanas ou meses após o contágio: os mais comuns são febre persistente, calafrios, dores musculares, ínguas e manchas na pele. Só para lembrar: está 100% provado que não se pega a doença por beijo, suor, uso de banheiros públicos, alicates de unha ou picadas de mosquitos. Só por meio de penetração vaginal ou anal sem camisinha, compartilhamento de agulhas ou contato com sangue infectado. E o sexo oral ? Há controvérsias, mas aí as chances de contaminação são consideradas bem menores.

É bom saber: O exame de sangue específico para o diagnóstico detecta a presença do vírus cerca de 20 dias após o contágio. Hoje, apesar de o coquetel anti-aids prolongar quase indefinidamente a vida dos HIV positivos, a descoberta da tão sonhada vacina ainda não passa de esperança. “Por enquanto, usar camisinha é a única maneira de driblar a aids”, reforça Maria Helena Vilela.

HEPATITE B: A infecção pelo vírus da hepatite começa como uma inflamação no fígado e costuma evoluir para cirrose e câncer de fígado. Os primeiros sintomas – febre, náusea, dor nas articulações e mal-estar – podem demorar de um a quatro meses. Em muitos casos, surgem icterícia (coloração amarelada da pele) e colúria (escurecimento da urina). A hepatite pode ser assintomática: o portador do vírus pode demorar anos para apresentar algum sinal da doença ou nunca tê-los.

É bom saber: O contágio ocorre também por meio de outros fluidos corporais, como sangue e saliva – portanto, um simples beijo traz risco. Desde 2001, a vacinação anti-hepatite faz parte do calendário do Ministério da Saúde e a vacina oferece proteção pela vida inteira.

TRICOMONÍASE: Essa infecção por protozoário afeta principalmente as mulheres. Os homens, quase nunca apresentam sintomas, que, se ocorrem, são bem discretos: irritação ao urinar e corrimento pela uretra, quase sempre pela manhã. Dificilmente, a contaminação evolui para quadros mais graves.

É bom saber: Se o problema for detectado em sua parceira, você também deve ser tratado para evitar, assim, o risco de recontaminação.

UM ALERTA FINAL: “Sempre que perceber alguma lesão estranha no pênis, procure imediatamente um urologista. Faça também verificações (check up) e exames de sangue periódicos, a fim de se prevenir”, aconselha a educadora sexual Maria Helena Vilela. Outro cuidado: Álcool e drogas podem prejudicar seu discernimento na hora de ir para a cama. Não dê chance ao azar.

Maiores informações em: http://www.aids.gov.br/


Tags:

Leave a Reply