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Sem categoria Conheça o swing | troca de casais

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swing

O swing, também conhecido como “troca de casais”, é uma prática sexual, o qual casais estáveis aceitam manter relações com casais liberais e amigos. Se considerarmos o swing como uma possível consequência de um relacionamento aberto, podemos dizer que o swing já é praticado há séculos. Entretanto, só na segunda metade do século XX, é que passaram a surgir casas especializadas, como as boates de swing.

Os casais que praticam o swing, geralmente, dizem se sentir muito bem com essa prática. Afirmam que os casais swingers têm um nível de cumplicidade acima da média e que se amam como qualquer outro casal. O conceito de traição está relacionado a mentira e a falsidade, não propriamente ao sexo extraconjugal, para os adeptos do swing. Eles admitem que haja o sexo extraconjugal, desde que no contexto específico da troca de casal e do ménage. Há regras que devem ser seguidas pelos casais liberais, como o respeito mútuo e a cordialidade.

Nas principais capitais brasileiras, as boates de swing já estão estabelecidas e até consolidadas. Isto porque a procura por tais boates é grande, além do grau de exigência por serviços eficientes também ser elevada, por parte dos swingers. Além das boates, há encontros mais ocultos promovidos por casais liberais em hotéis, pousadas ou na casa de algum swinger amigo. Em geral, os swingers optam por lugares reservados, com muita discrição e pouca badalação.

Termos mais usuais entre os adeptos do swing:

Balada liberal: Os momentos de lazer vivenciados pelos casais liberais, nos locais específicos destinados à prática do swing;

Casal liberal: Casal estável, com certo grau de compromisso, que pratica o swing com frequência;

Exibicionismo: Prática sexual em que uma pessoa (homem ou mulher) sente-se sexualmente excitado exibindo-se em trajes sumários ou até desnudo(a), em locais públicos;

Ménage: Encurtamento da expressão francesa “ménage-a-trois”, que significa “sexo a três”. Há dois tipos de ménage: o ménage masculino, dois homens com uma mulher; e o ménage feminino, duas mulheres com um homem;

Single: Homem ou mulher que pratica o swing, sendo solteiro. Também pode ser aplicado a pessoas curiosas que estão conhecendo o swing, sem maiores envolvimentos.

Swinger: Aquele que pratica o swing, com certa frequência;

Voyeurismo: Prática sexual o qual uma pessoa (homem ou mulher) tem o hábito de espiar as práticas sexuais de terceiros, excitando-se sexualmente com isso. Também pode ser atribuído a pessoas que tem o costume de reparar nos decotes, trajes, trejeitos e curvas sensuais de terceiros, com certa frequencia, embora não veja os atos sexuais propriamente ditos.

O Arte Profana entrevistou um adepto do swing, o ator Brad Montana (Fabio Lima). Ele pratica o swing há quatro anos e, segundo suas palavras, é uma espécie de “pessoa pública no swing”. Brad é carioca, tem 26 anos e nível superior incompleto. Atualmente, está participando de um concurso promovido pela produtora de filmes adultos Sexxxy World. Brad Montana (Fabio Lima) é um dos favoritos a vencer o concurso e conta com o seu apoio, acesse o site da Sexxxy World e vote no cara – é de graça !

Esta entrevista foi concedida via chat/MSN, entre 23h19m e 01h13m, na virada do dia 11 para o dia 12 de maio deste ano.

Fico puto quando os caras arrancam as roupas das mulheres, como se não fizessem sexo há anos… É raro um cara explorar a beleza da mulher, fazer aquilo se projetar em vídeo. Isto é, excitar o público sem transar (Brad Montana).

Como você conheceu o swing ?

Brad Montana: Eu li uma matéria em um jornal carioca. Basicamente, foi o que fez surgir a curiosidade. Algum tempo depois, eu procurei sobre o assunto na Internet. Descobri que havia o chamado “mercado” para singles (mulheres e homens sozinhos) e, então, fiz um anúncio virtual a procura de amizade e sexo casual.

Há quanto tempo você pratica o swing ?

Brad Montana: Há quatro anos e pouco. No jornal O Dia, eu li a reportagem sobre o swing. O meu anúncio foi feito pela Internet, num site chamado UBBI (não era muito bom e acho que não existe mais).

Você mantém relação com um casal fixo ou com vários casais ?

Brad Montana: Com alguns casais. Há momentos em que os encontros com dado casal ou mulher se tornam frequentes. Geralmente, é no início da amizade com o casal, e quando rolam muitas afinidades. Mas com o tempo há, digamos que, um “esgotamento” da relação. No swing se preza por amizade, qualidade e variedade, entende ? (risos).

Prefere qual tipo de ménage ?

Brad Montana: Antes de começar, o feminino era o meu propósito. Acho que é a fantasia de grande parte dos homens. Mas como é raro encontrar duas mulheres que topem, e é mais comum apareceram casais, acabei me acostumando com o masculino. E, inclusive, tomei um certo gosto por este tipo de ménage. Hoje não tem o preferido. Curto os dois, sendo que um é frequente e o outro “expectativa”. Aliás, o ménage masculino foi (é, na verdade) a prática mais comum desses 4 anos…

Na sua opinião, o swing pode arruinar um namoro ou casamento formal ?

Brad Montana: Não ! O que deve ficar claro é que o swing é uma prática sexual. E nunca pode ser considerada responsável pelo fim de uma relação. Os responsáveis são os membros da relação. Um casamento falido não precisa do swing para declarar falência. Obviamente, se o relacionamento do casal está por um fio, pode o swing ser o seu algoz. Mas, digamos que, um algoz a mando de um membro do casal (ou, talvez, dos dois). Muitas pessoas apostam no swing como salvação de um relacionamento. Estão errados, não é este o caminho. O adepto do swing deveria ter por objetivo explorar a sexualidade de forma liberal. Por ter esta fantasia, por imaginar situações diferentes. E nunca como ferramenta de salvação, pois não é ! Afinal, não há nada que salve aquilo que não tem como ser salvo !

Qual a melhor boate de swing ?

Brad Montana: Eu não sou de frequentar boates. Aqui no Rio, as casas não são muito boas. Em São Paulo, eu gostava da Nefertiti, mas a casa deu uma caída nos ultimos tempos. Parece que estão preparando uma nova e talvez seja por esta razão…

Sua possível entrada no cinema adulto tem a ver com o swing ?

Brad Montana: Um pouco… Eu acho que criei um personagem bacana (risos). Brad Montana é para algumas pessoas uma “marca” que exprime sensualidade e sexualidade. Por esta razão, penso ser possível explorar isso de forma profissional. Mas é importante ressaltar que não foi de fato a razão. Eu sempre gostei de pornô, a ideia de ser ator já tinha passado pela minha cabeça antes

Mas, foi apenas por dinheiro ou por gosto pessoal também ?

Brad Montana: Por acreditar no mercado financeiramente e por gostar.

Um ator pornô é discriminado, simplesmente, por fazer sexo na frente das cameras. Porém, em um país que lhe permite isso, e sem descumprir nenhuma norma legal (Brad Montana).

Qual a sua opinião sobre o cinema adulto brasileiro ?

Brad Montana: É a cara do Brasil (risos): Tem potencial, mas desperdiça. Temos um bom produto humano, mas falta alguém (empresa) com espírito empreendedor. Não é um mercado muito organizado, coisa que – na minha opinião – é importante e, além disso, peca por não se valorizar. Os brasileiros favorecem mais os gringos do que a si mesmos (isso vai de diretor a atrizes).

Você faria um filme sobre o swing ? Em caso afirmativo, como você o retraria se fosse o diretor ?

Brad Montana: Faria, sim. Mais de um, inclusive. O primeiro filme, convidando Casais Reais para filmarem comigo. Outro filme, em forma de documentário – com entrevistas e etc. E o terceiro, com um bom roteiro. Sem detalhes por ora, mas dizem que eu escrevo bem… Boas histórias swingers são de meu conhecimento e muitas outras passaram pela minha cabeça. Eu trabalharia muito com fetiches e “escandalos”.

Qual o seu filme adulto preferido ?

Brad Montana: Não tenho um (risos).

Qual a melhor atriz erótica ?

Brad Montana: Yumi Saito (uma pena que tenha parado, mas como tem filme dela sendo lançado…) As atrizes de fora: Jill Kelly, Racquel Darian,Taylor Hayes (antigas, as novas tô por fora…). Nota: Yumi Saito também é conhecida como Anne Midori.

Voce se casaria com uma atriz pornô ?

Brad Montana: Sim… Não sou o tipo preconceituoso.

Qual o melhor ator ?

Brad Montana: Ator de fora: Peter North, Tony Ribas, Rocco, Vince Vouyer e T.T Boy (das antigas também). Do Brasil: complicado… Tem quatro caras que hoje eu consigo ver cena: Viny, Jamaica, Yuri e Wesley. Eles têm estilos muito parecidos. Acho que o Viny é o que está no melhor momento… Jamaica já teve o momento dele, e os outros vão ter ainda.

Caso consiga a vaga de ator na Sexxxy World, pretende seguir carreira e se especializar neste gênero cinematográfico ?

Brad Montana: Sim. Como eu falei lá atrás, acredito no mercado. Quero entendê-lo e se perceber que é viavel, produzir. Este “entendê-lo” vai de fazer ótimos contatos a mensurar custos.

Qual o seria o seu diferencial como ator ?

Brad Montana: Bem, eu costumo dizer para os casais – quando estamos combinando um encontro – que eu faço ménage com sensualidade. Acho que o mesmo vai se aplicar aos filmes… Ou seja, explorar a sensualidade da atriz…. Fico puto quando os caras arrancam as roupas das mulheres, como se não fizessem sexo há anos… Se fosse um filme de temática fast-food, ok… Mas é toda vez isso… É raro um cara explorar a beleza da mulher, fazer aquilo se projetar em vídeo. Isto é, excitar o público sem transar.

Na sua opinião, o que mais a mulher repara num homem ?

Brad Montana: As mulheres percebem o papo, ou seja, a inteligência (melhor ainda se tiver humor). Da “embalagem”, cada uma gosta de uma coisa, mas a inteligência é quase uma unanimidade

No Brasil, a maior parte da produção adulta é destinada ao público masculino. Mas, nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, há um crescente mercado para o “pornô feminista”, destinado às mulheres. Na sua avaliação, a mulher é retratada com dignidade no pornô brasileiro ?

Brad Montana: Bem, não é que não seja retratada com dignidade. Quem disse que quem vê, quer um retrato digno ? Apenas acho que o retrato não é criativo. A indústria sabe disso… Mas, não sei por qual razão não muda. Esta dúvida, também, está no “entender” o mercado.

O que significaria “entender o mercado” ?

Brad Montana: Eu falei mais acima: Vai de fazer bons contatos a mensurar custos… Talvez a indústria não faça produções mais criativas porque exigiriam mais verba, é preciso saber se há, é preciso medir os riscos de investimento… Tudo isso é “entender” o mercado.

Você tem medo de ficar famoso ?

Brad Montana: Não. Tenho preguiça (risos).

Pretende trabalhar no exterior ?

Brad Montana: Não é o meu propósito. Mas aceitaria, sim. Porém, somente quando o meu inglês estiver bom… Para não deixar passar nenhum pouco caso de gringo safado.

O que você diria para aquela parcela da sociedade que tem preconceito contra o cinema adulto ?

Brad Montana: Eu colocaria em discussão o que é honestidade ? E em cima da resposta perguntaria se as pessoas prezam por honestidade e se veem algo de desonesto no pornô. Ou seja, é um mercado onde quem participa é maior de idade, está ali por opção, não é crime e o que é produzido não é oferecido, e sim fica disponível para quem quiser adquirir. Portanto, uma forma honesta de se trabalhar.

É importante, também, chamar a atenção para os aspectos legais que o pornô cumpre, o que está diretamente ligado a questão de moralidade. Perguntaria para uma pessoa dessas: onde está o “erro”, no ator pornô ou no camelô ?

Trocando em míudos… Um ator pornô é discriminado, simplesmente, por fazer sexo na frente das cameras. Porém, em um país que lhe permite isso, e sem descumprir nenhuma norma legal. Já o vendedor ambulante, pratica crime (diversos e não só o de pirataria). É, portanto, um marginal. Só que as pessoas não o veem assim e, além disso, consomem sua mercadoria. Com a alegação de que o original custa mais caro. Portanto, se para estes os fins justificam os meios, posso concluir que a opinião de pessoas assim não possui relevância alguma. Pois me discriminam com base em aspectos morais, mas as próprias são incoerentes em seus atos…

Suas considerações finais.

Brad Montana: Eu sou da paz, sou de bem e do bem. Espero ser respeitado como pessoa. Mas, não espero admiração profissional. Assim como eu não admiro um lutador de vale-tudo, não espero que todos me admirem por eu ser ator pornô (candidato, até agora – risos). Mas sim, pelo que de fato sou. Alguém justo e de caráter !


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2 Responses to “Conheça o swing | troca de casais”

  1. ernest Says:

    sou propietario deste hotel e procuro um segmento fechado para operar o hotel. tenho conhecimento somente pela internete e procuro paceiro para operar . gostaria de opininhão sobre assunto e porque existe somente poucas opsções no brasil e nada no estado de são paulo.
    estou localizado no alto da serra de são pedro a 36 klm de brotas , 100 de campinas e 180 de são paulo.

  2. Phoebus Says:

    Olá, Ernest !

    Envie suas questões para arteprofana@arteprofana.com

    Abraços !

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