Sem categoria → A química da paixão – Parte I

A paixão, um sentimento tão discutido por inúmeras gerações de pessoas, não passa de um conjunto de reações químicas. Atualmente, sabe-se que algumas substâncias como a feniletilamina, a dopamina, a norepinefrina e a ocitocina, são responsáveis pela química da paixão que acometem a muitos. Entretanto, novas pesquisas científicas põem em dúvida a duração do indomável sentimento.
Com a ajuda de exames de tomografia, cientistas da Universidade de Stony Brooks, em Nova York, analisaram a atividade cerebral de casais que estão juntos há mais de 20 anos. Eles descobriram que 10% deles, ao verem fotos de seus parceiros, mostraram as mesmas reações químicas que casais em início de romance. Pesquisas científicas anteriores sugeriam que a paixão e o desejo sexual de um casal começam a diminuir por volta dos 15 meses de relacionamento e chegam a desaparecer depois de dez anos.
“Nossos resultados vão contra essa visão tradicional, mas temos certeza de que o que conseguimos observar é real”, disse o psicólogo norte-americano Arthur Aron, um dos autores do estudo. Segundo os pesquisadores, quando os casais de longa data viam fotos de seus parceiros, seus cérebros indicavam um fluxo maior de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.
Segundo a bióloga Ana Luisa Miranda Vilela, “há uma hiperatividade em áreas cerebrais associadas à recompensa e ao prazer, ao mostrar-se à apaixonados fotos da pessoa amada. Estas áreas cerebrais são as mesmas envolvidas com a dependência de drogas psicotrópicas”. Pode-se inferir que a paixão prolongada seria uma forma de dependência química ? Ou seria fruto de uma dádiva divina ? Os cientistas ainda não sabem responder com exatidão, mas tal questionamento tende a solucionar-se com a evolução da Ciência.
Fonte: BBC Brasil
Tags: educação sexual, quimica da paixao












